Cursos

- Pedagogia

Informações Gerais

Sobre o curso de Pedagogia

A pedagogia é o estudo teórico e prático das questões da educação, a qual é concebida como um processo de desenvolvimento integral que visa humanizar, personalizar, libertar e socializar o homem.

Hoje a educação é reconhecida como CAPITAL HUMANO, portanto, ferramenta decisiva para o crescimento econômico.

Nesse contexto valorativo educacional, desponta o pedagogo, que operacionaliza o processo educativo, como um direito de todos e um dever da família e do Estado.

Curso de Graduação em Pedagogia - Licenciatura

A contemporaneidade acena para a necessidade de um curso que possibilite a construção de conhecimentos, habilidades e valores, em interação com a realidade e articulando a teoria à prática.

Possibilidade de atuação do Pedagogo

- Docência na Educação Especial.
- Docência no Normal Médio
- Cursos de Educação Profissional
- Docência na Educação de Jovens e Adultos.
- Docência na Educação Infantil
- Docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental
- Coordenação Pedagógica
- Gestão Escolar
- Secretaria Escolar
- Pesquisa Educacional

Estrutura Curricular

O curso de Pedagogia da FACHO está estruturado em três núcleos de ensino.

I - Núcleo de Estudos Básicos com 2.800 horas de atividades formativas.

II - Núcleo de Aprofundamento e Diversificação de Estudos com 300h de Estágio Supervisionado.

III - Núcleo de Estudos Integradores com 100 horas de atividades teórico-práticas de aprofundamento em áreas específicas.

A carga horária total do curso é de 3.560 horas com duração de oito período letivos, equivalentes a quatro anos.

Coordenação do Curso

Coordenadora: Prof. Me. Jesica Barbosa Dantas.

fale com a coordenação do curso: coordenacaopedagogia@facho.br

Vagas e turnos

O curso de pedagogia funciona pela manhã e à noite. São 120 vagas anuais, 60 para o primeiro semestre e 60 para o segundo semestre.

Planos de Disciplinas do Curso de Pedagogia - 2018 / 2020

Aqui você pode adquirir seus Planos de Disciplinas referente ao curso de Pedagogia.

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Planos de Disciplinas do Curso de Pedagogia - 2012 / 2017

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Perfil de Egresso

Conheça o perfil do aluno egresso

Hoje há uma nova cultura profissional em relação às funções de professor, pois estas não se restringem exclusivamente à docência e sim a um universo mais amplo de ações. Tais ações se traduzem na capacidade para interpretar a relação entre a educação e o contexto social, compreender a prática pedagógica como produção histórica, construir e reconstruir o saber – fazer pedagógico a partir das necessidades e desafios que o processo ensino-aprendizagem coloca enquanto prática social. O Curso de Pedagogia trata do campo teórico-investigativo da educação, do ensino, das aprendizagens e do trabalho pedagógico que se realiza na práxis social.

Desse ponto de vista, o perfil do graduado em Pedagogia, deve contemplar consistente formação teórica, envolvendo diversidade de conhecimentos e de práticas que se articulam ao longo do curso.

O delineamento do perfil do profissional / professor, licenciado no Curso de Pedagogia da FACHO, resulta da abrangência do seu campo de atuação e serve de referência básica para a definição das competências necessárias ao exercício da profissão. Por conseguinte o egresso do Curso de Pedagogia da FACHO, deverá estar apto para apresentar as seguintes características:

1. Ter uma sólida formação de conteúdos na sua área específica.

2. Compreender o processo de construção e apropriação do conhecimento numa visão contextualizada, a fim de orientar, coordenar e avaliar o processo ensino aprendizagem, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental.

3. Assumir uma relação pedagógica comunicacional e interativa com o aluno, compreendendo e lidando com as diferenças individuais no interior da diversidade cultural cotidiana.

4. Atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade justa, equânime, igualitária;

5. Trabalhar em espaços escolares e não escolares, na produção da aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em diversos níveis e modalidades do processo educativo.

6. Demonstrar consciência da diversidade, respeitando as diferenças de natureza ambiental-ecológica, raciais, classes sociais e religiões.

7. Participar da elaboração, desenvolvimento e avaliação de propostas pedagógicas e organizacionais da instituição escolar e também não escolares.

8. Articular as teorias pedagógicas e curriculares no processo ação – reflexão – ação, envolvendo a docência.

9. Analisar situações educativas e de ensino e realizar pesquisa, de modo a produzir conhecimentos teóricos e práticos nas áreas científica e pedagógica

10. Elaborar e executar projetos para desenvolver conteúdos curriculares.

11. Desenvolver hábitos de colaboração e trabalho em equipe favorecendo o diálogo.

12. Promover e facilitar relações de cooperação entre a instituição educativa, a família e a comunidade.

13. Articular e integrar saberes e processos investigativos nos diversos campos do conhecimento, visando à formação do cidadão, voltada para a superação de exclusão sociais, ético-raciais, econômicas, religiosas e políticas.

14. Incorporar tecnologias de informação e comunicação ao planejamento e às práticas educativas.

15. Gerir seu próprio processo de formação continuada.

PPC

Atenção

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Matriz Curricular

Confira

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Corpo Docente

Adriana Cecília Uchôa Carneiro Netto

Possui graduação em PEDAGOGIA pela FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE RECIFE(2015). Atualmente é Professora/Instrutora de Libras da ESCOLA DE REFERENCIA GINASIO PERNAMBUCANO.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2212973123397647

Ana Maria Maranhão Porto da Silveira


Possui graduação em Pedagogia pela Faculdade Frassinetti do Recife (1981), mestrado em Ciência da Educação pela Universidade Autônoma de Assunção (2005) e doutorado em Ciência da Educação pela Universidade Autônoma de Assunção (2008). Atualmente é professor , assessor , consultor e diretora da Faculdade Santa Fé, serviço prestado da Escola Superior de Magistratura de Pernambuco e professor titular da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Administração de Sistemas Educacionais, atuando principalmente nos seguintes temas: concepções educacionais, aprendizagem, educação, competëncia e educador.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3289841250326832

Ana Paula Berford Leão dos Santos Barros

Graduada em Pedagogia (1993), Fonoaudiologia (1998), especialista em Educação Infantil pela Universidade Católica de Pernambuco (2005), mestre em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (2008), na Linha de Pesquisa Educação e Linguagem e doutoranda da Universidade Federal de Pernambuco, na Linha de Pesquisa Educação e Linguagem . É membro do Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL / UFPE), onde desenvolve atividades de formação de professores e pesquisa na área de Linguagem, principalmente, nos seguintes temas: alfabetização e letramento, práticas de leitura e escrita, educação do campo e formação de professores.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0600727253859882

Áurea Maria Costa Rocha

Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação de Educação da UFPE, na linha de pesquisa de Formação de Professores e Práticas Pedagógicas, possui mestrado em Formação de Professores pelo Programa de Pós-graduação em Educação da UFPE. Atualmente é Técnica de Assuntos Educacionais na Gerência de Políticas Educacionais do Ensino Médio na Secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação do Estado de Pernambuco. Pesquisa em Docência Universitária, Saberes Docentes, Identidade e Profissionalidade Docente


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3583616825908163

Claudia Rejane Lemos

Mestrado em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000); Título de especialista em linguagem pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2004). Título de especialista em Psicologia Clínica pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (1996). Graduação em Psicologia pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (1994). Graduação em Fonoaudiologia pela Universidade Católica de Pernambuco (1988). Em docência desde 1997. Atual docente da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda e coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da Facho, NAIF. Experiência em clínica fonoaudiológica desde 1989 e em clínica psicológica desde 1995, ambas em consultório particular. Atualmente é conselheira efetiva do Conselho Regional de Fonoaudiologia 4ª Região, gestão 2016 a 2019. Interesse nos temas: linguagem, autismo, psicanálise e educação.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1356456467713305

Felipe Gustavo Soares da Silva

Professor da Faculdade de ciências humanas de Olinda (FACHO).Doutorando em Filosofia pelo programa de doutorado integrado UFPE-UFPB-UFRN. Mestre em Filosofia pela UFPE, especialista em didática (FALC) e em educação, pobreza e desigualdade social (UFPE). Licenciado (UFPE) e Bacharel (UNICAP) em Filosofia.Tem interesse pelo estudo da Filosofia antiga e pelo estudo da ética do cuidado e suas aplicações. Participa do grupo de pesquisa Dynamis: A filosofia antiga e seus desdobramentos, com o estudo da língua grega e leitura das obras platônicas. Ademais interessa-se pelo debate em torno da formação humana e da educação que destaque o papel do sujeito educado.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4773768420852292

Francisco Valério Alves Filho

Graduado em Direito e Relações Públicas. Atualmente é Professor de Ensino de Graduação e Pós Graduação. Cursos de Extensão Doutorando em Direito pela Universidad del Museo Social Argentino - Buenos Aires - Argentina. Mestre em Políticas Públicas pela UFPE. Especialista Público Disciplinas : Direito Constitucional, Ambiental, Previdenciário, Empresarial e afins Contato: Fone / WhatsApp 81.992782542 email: fvaf@hotmail.com


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5867822941885322

Glauce Keli Oliveira da Cruz Gouveia

Possui Especialização em Educação Integral pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2010). Atua, desde 2008, no Comitê de Educação Integral de PE, na equipe de coordenação, responsável por apoiar e colaborar com Coordenação do Programa de Educação Integral (DICEI-SEB-MEC) na articulação nacional e local, com as secretarias de educação parceiras, desempenhando ações de gestão e acompanhamento, atuando especificamente no apoio técnico e pedagógico às equipes gestoras nas redes de ensino, no fomento das ações do Comitê de Políticas Públicas em Educação Integral, e na articulação com parceiros institucionais e no registro e sistematização de informações do Estado. Também atua como membro equipe Pedagógicas do Colégio Apoio e no Centro de Pesquisas e Ações Pedagógicas, ministrando aulas e cursos na área de Projetos interdisciplinares e temas de Educação para professores do Ensino Fundamental I e II, e como Professora de História e Filosofia. Ainda tem experiência como professora de Educação Integral na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0932538750784517

Letícia Rameh Barbosa

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco (1972), mestrado em Psicologia Social e da Personalidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2001) e doutorado em Educação Popular pela Universidade Federal da Paraíba (2007). Atualmente professora titular da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda e Faculdade de Santa Catarina. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Fundamentos e História da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação popular, Educação de Jovens e Adultos, alfabetização, ensino, movimento de cultura popular e educação.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6799927161912067

Luciano Borges de Souza

Doutor e mestre em Antropologia pela UFPE, especialista em docência do ensino superior, graduado em História, atua como Professor na FACHO e no Núcleo da EaD da UFRPE e como Coordenador geral dos museus de Olinda, dirigindo o Museu do Mamulengo. É autor do livro Carnaval do Recife: Um reinado de três dias, publicado pela editora Livro Rápido em 2009 e reeditado pela Bagaço em 2013. Artesão em Crochê reconhecido pelo PAB.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9060690061824728

Maria Dalvaneide de Oliveira Araújo

Doutoranda do Programa Ciências da Educação, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Mestre em Educação pela UFPE ? Universidade Federal de Pernambuco (2008). Graduada em PEDAGOGIA pela FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE OLINDA (2003). Participa grupo de pesquisa da plataforma CNPq: Educação, Metodologias e tecnologias (EDUCAT). Desenvolve pesquisas e atividades de extensão focalizando Formação Humana e Cuidado de Si. Coordenadora do Curso de Pedagogia da FAREC.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1786061449664963

Maria de Fátima de Carvalho Falcão

Possui graduação em Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (1975) e mestrado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (1978). Atualmente é professor adjunto IV da Universidade Católica de Pernambuco, professora Titular da Focca - Faculdade de Olinda, professor assistente da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda-FACHO. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Processual Penal, Direito Penal e Direito Educacional atuando principalmente nos seguintes temas: violência, prova, aborto, anencefalia e crimes hediondos, Lei do Tóxico, Bullyng e na área de Sociologia aplicada à educação e à saúde


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7551481533379081

Maria Mirtes Magalhães Viturino

Mestra em Psicologia Clínica pela Universidade Católica de Pernambuco. Linha de Pesquisa: Família, Gênero e Interação Social. Pesquisa intitulada: "A Função do Avô na Família Monoparental Feminina". Aluna Especial do Doutorado em Educação da Universidade Federal de Pernambuco na disciplina Pesquisa em Política Educacional Planejamento e Gestão da Educação; Especialista em Turismo pela Estácio de Sá - FIR. Especialista em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO. Psicóloga Clínica pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO e Licenciatura em Letras - Português e Inglês pela Universidade Federal de Pernambuco. Docente das disciplinas: Gestão de Pessoas; Psicologia Aplicada à Administração; Coaching e Liderança no Curso de Administração. Disciplina: Psicologia da Aprendizagem no Curso de Pedagogia; Disciplinas: Teoria e Técnica de Intervenções Breves; Processos Psicológicos Básicos; História da Psicologia; Psicologia Evolutiva; Ética e Relações Humanas: Cuidando do Cuidador no Curso de Psicologia na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO. Docente no Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Faculdade Esuda. Atuação como Coach Emocional e de Carreira, formada pelo Instituto Augusto Cury. Hipnoterapeuta Clínica pelo Instituto Antônio Costa de Hipnoterapia Clínica. Palestrante e Consultora na área de desenvolvimento de pessoas na Académie Accor - Universidade de Serviços, ministrando treinamento nos hotéis Gran Mercure, Mercure, Novotel e Ibis. Experiência como Docente no Senac, Sebrae e Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO no Curso de Turismo, lecionando a disciplina Meios de Hospedagem. Trabalhou na Seleção da Equipe do Hotel Ibis Recife Aeroporto. Experiência na área de Administração como Gerente Geral na Gestão de Empreendimentos Hoteleiros, com ênfase na Gestão de Pessoas, Reservas, Recepção, Governança, Alimentos & Bebidas e Eventos. Psicóloga Clínica. Orientação Profissional de Jovens e Reorientação de Carreiras de Adultos. Experiência na gestão de Pet Shop responsável pela implantação da cultura e clima organizacional, implantação do desenho, análise e descrição de cargos; budget; cultura organizacional; identidade da marca; relacionamento com clientes; relacionamento com parceiros; plano de marketing.


Currículo Lattes: http:// http://lattes.cnpq.br/1424651619907261

Roberto José da Silva

Possui graduação em Psicologia pela Faculdade de Ciências Humanas Esuda (1985), graduação em licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (1997) e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (2002). Atualmente é Professor Assistente da Universidade de Pernambuco (UPE). Professor Assistente da Faculdade de Ciências Humanas (FACHO) e Professor Assistente da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Tem experiência na área de Filosofia, Ética, Educação e Psicologia com ênfase em FILOSOFIA GERAL, atuando principalmente nos seguintes temas: Filosofia, Ética, Psicologia e Educação.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2782356204470622

Viviane Gomes da Silva

Doutoranda em Linguística pela Universidade Federa da Paraíba, Mestre em teoria Literária pela UFPE, especializada em Literatura Brasileira e Graduada em Letras pela UNICAP.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1856087403118257

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"O Brasil não atrai talentos para a carreira de professor"

Fonte: Época - 26/11/2014

A baixa qualidade do professor na América Latina é a principal limitação para o avanço da educação nos países da região, incluindo o Brasil. A qualidade dos docentes é comprometida por um fraco domínio do conteúdo acadêmico e por falta de habilidade na prática de sala de aula. Essa é uma das principais conclusões do estudo Professores Excelentes: Como Melhorar a Aprendizagem dos Estudantes da América Latina e do Caribe, do Banco Mundial, que será lançado em livro, em português, no final de novembro. “Nenhum corpo docente da região pode ser considerado de nível global”, afirma Barbara Bruns, economista-chefe da área de educação do Banco Mundial, responsável pelas pesquisas sobre qualidade da educação na América Latina e Caribe.“Mas alguns países, como o Chile e a Colômbia, estão fazendo mudanças significativas.” Sobre o Brasil, Barbara afirma que é urgente achar formas de melhorar a qualidade da formação de novos professores e de medir o desempenho dos que já estão na ativa. Só assim o país conseguira dar um salto na qualidade da educação.

ÉPOCA: Até que ponto a qualidade do professor impacta o desempenho dos alunos?
Barbara Bruns: Muitas pesquisas educacionais mostram que o aprendizado – as notas dos alunos, seu sucesso na trajetória escolar e depois na faculdade – está muito ligado à condição socioeconômica da família. Essas pesquisas eram valiosas porque foram feitas em uma época em que tínhamos pouca capacidade de medir o que acontecia dentro da escola. Agora, nós temos muitos dados que analisam o desempenho do professor na sala de aula e descobrimos que o impacto do professor é muito maior do que poderíamos imaginar. Pesquisas atuais e reconhecidas nos permitem saber que alunos com o mesmo nível socioeconômico podem aprender mais ou menos, de acordo com o professor.

ÉPOCA: Em que os professores do Brasil precisam melhorar?
Barbara : Em basicamente três pontos. O primeiro, atrair para as faculdades de pedagogia mais alunos que sejam talentosos e tenham grande capacidade de ser professores. O Brasil, assim como outros países da América Latina, não atrai os melhores e mais brilhantes alunos do ensino médio. Estes procuram outras carreiras, outras profissões. Uma das coisas que o Brasil precisa fazer é achar um jeito de atrair esses cérebros e transformá-los em professores. O segundo é melhorar a qualidade dos professores que já estão trabalhando. Qualquer que seja a medida ou política que o governo adote para melhorar a atratividade da carreira, ela terá resultado no longo prazo. Todos os países que investiram para atrair novos talentos também tinham estratégias para melhorar a qualidade de quem já estava no sistema. Isso é um desafio, porque, assim como em outros países, o Brasil gasta muito dinheiro em cursos de capacitação de professores sem efeito.

ÉPOCA: Que tipo de habilidades têm de ser estimuladas?
Barbara : As essenciais: como fazer boa gestão da sala de aula, do tempo da aula, se comunicar com clareza com os alunos, preparar lições e provas. Visitei inúmeras salas de aula no Brasil inteiro, observando alunos e professores. Na maioria das classes, pelo menos 30% dos alunos não prestavam atenção na aula. O Brasil precisa medir a qualidade dos professores. Sabemos que para entrar na rede pública muitos passam por concursos, mas muitos não têm qualificação mínima, apesar dos títulos. O Brasil precisa saber o que de fato sabem seus professores, para poder ajuda-los a melhorar de forma eficiente. O Chile criou uma prova de avaliação de conhecimento para os alunos que estão se formando em pedagogia, prestes a assumir uma sala de aula. Descobriu que 8% deles não tinha o conhecimento esperado para isso.

ÉPOCA: E o terceiro ponto?
Barbara : Incentivo. O Brasil precisa de professores mais motivados. Isso depende de uma boa supervisão de diretores, que entendam seus professores e os ajudem no que for preciso. São poucos os diretores brasileiros que fazem isso sistematicamente. Depende também de passar mais responsabilidade para esse professor. Um profissional se sente valorizado quando responsabilidades e é cobrado pelo seu trabalho. Essa é uma das maiores diferenças entre os sistemas do Brasil e de potencias educacionais como Cingapura, Japão e Finlândia. Nesses países, os professores se sentem muito competentes e orgulhosos da profissão. Eles passam muito tempo trabalhando juntos, dividindo boas ideias e práticas, de forma muito natural. No Brasil, a maioria chega para dar aula e sai correndo quando bate o sinal. Não têm tempo para observar uns aos outros. Acredito que a maioria dos professores no Brasil tenta fazer seu melhor, mas, assim como acontece nos EUA, eles estão muito cansados e desanimados com as condições de trabalho. Eles reconhecem que não estão tendo sucesso na sua missão, que não têm a habilidade de ensinar e, o mais perigoso, eles desistem e culpam os alunos.

ÉPOCA: A senhora pôde observar isso no Brasil? Pode dar um exemplo?
Barbara : Eu me lembro de uma professora brasileira cuja aula acompanhei aula em setembro. Era uma escola de periferia, terceira serie. Era uma professora nova. Eles eram estudantes com problemas, estavam atrasados. O problema começa daí. Justamente por estarem atrasados deveriam ter designado a melhor professora da escola, não uma iniciante. De repente, no meio da aula, ela se dirigiu até mim e disse, na frente das crianças: “Esses meninos estão muito atrasados e nunca terão condições de aprender o que falta.” Isso é intolerável. São sempre os estudantes pobres que sofrem mais, porque eles são os mais difíceis de ensinar. Se não tivermos professores que realmente acreditam neles e são treinados para ensina-los, então ficarão mesmo para trás.

ÉPOCA: E incentivos monetários?
Barbara : É uma motivação muito importante. Os salários precisam ser melhores. Mas, o mais importante, é que eles precisam ser de acordo com o desempenho de cada um. Temos muitos dados, muitas pesquisas do mundo inteiro mostrando que não dá certo, como incentivo, aumentar o salário igual para todo mundo. Ganha mais quem é melhor. É por aí que os jovens talentosos serão atraídos. Eles olham para a carreira do professor e percebem que podem ter uma vida confortável e um trabalho satisfatório. A Inglaterra fez isso. Washington DC fez isso, na reforma iniciada há cinco anos. Hoje, temos jovens que querem ser professores e não pensavam nisso cinco anos atrás.

ÉPOCA: Há uma forte discussão nos EUA e em outros países sobre a estabilidade de emprego dos professores. Ela dificultaria o sistema a se livrar dos professores ruins. O que a senhora acha?
Barbara : É preciso demitir quem não tem bom desempenho. Todos os professores, sem exceção, precisam de retorno, de apoio, de condições adequadas de trabalho para melhorar e se desenvolverem. Ser professor não é tarefa fácil.O interessante é que nos EUA e na América Latina estão passando leis que dizem o seguinte: os professores precisam ser avaliados periodicamente, ter a oportunidade de melhorar, mas se isso não acontecer, eles podem ser demitidos. Chile, Colômbia e México estão nesse caminho. Boa parte dos distritos americanos também. Isso afeta a atratividade da carreira. Manter os professores ruins e tratá-los como os bons espanta os jovens talentos.


Revistas e Artigos




A Educação de Jovens e Adultos

Queite Diniz dos Santos - Travessia 2010

O trabalho intitulado “A Educação de Jovens e Adultos – EJA: Refletindo as relações étnico-raciais através de leituras” é uma tentativa de reflexão/sistematização de experiências vivenciadas e avaliadas em sala de aula. Essa tentativa busca mostrar que refletir a respeito das relações de raça/cor, existentes na sociedade numa perspectiva problematizadora, é de primordial importância para a constituição de uma consciência crítica da desigualdade entre povos. E, acreditando ser a escola, espaço privilegiado para abordar essas reflexões, já que efetivamente, depois da família, é na escola que se dá a formação de novos cidadãos, e sendo a Educação De Jovens e Adultos (EJA) alvo superficial desse tipo de investigação, será a EJA o foco principal para o desenvolvimento desse estudo. Embasado na Lei 10639/03 que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira, apresentamos uma forma e leitura com perspectivas crítico-reflexivas.

Professor: Profissional do Ensino

Ana Maria Maranhão - Travessia 2010

Este artigo é fruto de inúmeras discussões que ocorrem no cenário educacional, ao situar suas análises sobre o professor e o desafio atual de construir a sua identidade profissional. Reflete-se sobre a formação continuada, sobre o que dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, servindo de apoio às demais discussões nos pontos de vista dos teóricos que buscam situar as políticas públicas dirigidas à educação, buscando lê-las numa ótica em que elas representam a mudança necessária que a educação se deve propor, ressaltando que a transformação esperada se traduz nos resultados da mudança proposta em toda a conjuntura formativa do professor, tanto inicial como continuada. Neste contexto reconstrói-se o perfil do professor em direção à aprendizagem, tendo como objetivo resgatar a importância desse profissional estratégico dos novos tempos, que precisa valorizar-se, ser valorizado e principalmente ser cuidado.

Cognição e Construção do Sentido pela Criança Surda

Wilma Pastor de Andrade Sousa, Rafaela Asfora Lima - Travessia 2009

O objetivo deste trabalho é refletir acerca da cognição e construção do sentido pela criança surda, especialmente, interessa-nos desmitificar o estereótipo de déficit de cognição na criança surda, tendo em vista que a sua capacidade cognitiva é semelhante à de uma criança ouvinte, desde que tenha, a partir de seu nascimento, um ambiente linguístico no qual circule uma língua que lhe seja natural e acessível para a aquisição e desenvolvimento da linguagem sem atrasos, a exemplo da língua de sinais.

Gestão Educacional por Competência

Profa. Dra. Ana Maria Maranhão - Travessia 2009

Este texto dialoga com assuntos recentes nas ciências gerenciais. Isto porque congrega um tema que apenas começa a se firmar no mundo empresarial, a Gestão por Competências, que se caracteriza como uma das ferramentas mais modernas em gestão de recursos humanos e tem sido amplamente adotada por grandes empresas no Brasil. Diante desta evidência, o presente estudo parte de uma revisão conceitual que visa classificar as diferenças entre diversas abordagens de “competência”, bem como estabelecer a relação entre conhecimento, habilidade e atitude onde os principais resultados obtidos apontam para a importância do desenvolvimento do sistema de gestão por competências extremamente alinhadas com a estratégia Institucional, apontam também a necessidade de um cuidadoso desenho do modelo, que contemple os subsistemas de gestão de RH, áreas funcionais e cargos que serão abrangidos, e possíveis resistências naturalmente encontradas em sua implantação uma vez que a integração do saber psicológico e pedagógico acerca da gestão, competência, recursos humanos e estratégia gerencial pode contribuir para a eficácia na sua concepção e implantação.

Relato de Experiência sobre o Uso da Brinquedoteca da FACHO

Leticia Rameh, Maria Rivonete Morais - Travessia 2009

A brinquedoteca é um lugar prazeroso onde os jogos, brinquedos e brincadeiras fazem a magia do ambiente. Todas elas têm como objetivo comum o desenvolvimento das atividades lúdicas e a valorização do ato de brincar, independente do tipo e do lugar onde esteja instalada, seja num bairro, escola,hospital,clínica ou universidade. Os jogos e brinquedos serão escolhidos de acordo com cada realidade e contexto, portanto cada brinquedoteca apresenta o perfil da comunidade (SANTOS,1997).

Ditado e Ortografia

Autora Maria Eliana Matos de Figueiredo Lima - Travessia 2008

Neste ensaio será feita uma abordagem evolutiva da tarefa do ditado nas escolas de ensino fundamental e das concepções psicológicas subjacentes a esse exercício escolar. Será estabelecida uma relação entre o ditado e o ensino da ortografia que geraram práticas destinadas à demanda sempre crescente de um bom uso da norma ortográfica nas quais a verbalização e a explicitação da norma se mostra uma alternativa didática mais eficaz à aprendizagem.

A Intuição Emocional e a Teoria dos Modelos na Filosofia de Max Scheller

Roberto José da Silva - Travessia 2008

A fenomenologia de Max Scheler direciona uma nova dimensão na filosofia moral. Na Intuição Emocional na Ética Material dos Valores, o filósofo apresenta-nos de forma sutil um estudo sobre a Teoria dos Modelos. O pensador retrata numa perspectiva metafísica a imbricação da intuição emocional e os modelos-tipos (Vorbildmoldelle). O modelo, no sentido próprio, implica uma idéia de valor

Jogos para a Educação Matemática no Ensino Fundamental: Concepções de Alunos/Professores do Curso de Pedagogia da FACHO

Maria de Fátima Neves Cabral, Josinalva Estacio Menezes - Travessia 2008

Neste artigo, objetivamos investigar as concepções de alunos de Pedagogia que são professores dos anos iniciais do ensino fundamental sobre a importância da utilização de jogos no ensino de matemática. Sua vivência enquanto estudante, sua bagagem de leitura sobre o tema e suas próprias concepções de educação podem influenciar na opção pelo uso do jogo na vida profissional. Enquanto diretrizes para o ensino de matemática, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN recomendam fortemente os jogos e materiais concretos como elementos que contribuem para a aprendizagem. Além disso, todos os pesquisadores que investigam o efeito do jogo na formação integral do indivíduo apontam os benefícios do seu uso na escola. Com base nessas idéias, realizamos uma pesquisa junto a alunos do curso de Pedagogia da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda – FACHO, que são professores dos anos iniciais do ensino fundamental, com os quais aplicamos um questionário visando coletar suas impressões sobre o aspecto em questão. Os resultados apontam uma visão positiva sobre o jogo, mas a necessidade dos alunos/professores aprofundarem as leituras, e os cursos de formação de professores ampliarem a discussão sobre o jogo.

Os Novos Paradigmas da Formação Continuada: da Educação Básica à Pós Graduação

Profa. Drª. Ana Maria Maranhão - Travessia 2008

A tecnologia da Informação e de modo específico o computador, oferece as diferentes maneiras de utilização determinadas pelas teorias que orientam o Processo Ensino-Aprendizagem e que são norteadoras pela prática pedagógica do Educador, onde a Informática se apresenta como um diferencial à qualidade do profissional de Educação, que utiliza a Internet como ferramenta de aprendizagem na ligação dos alunos ao mundo da tecnologia da informação e das comunicações, entendendo que a Web proporciona oportunidades para desenvolver experiências de aprendizado ativo e customizado que favorece um universo de informação digital em constante expansão, evidências empíricas que demonstram o valor do aprendizado cooperativo em explosão na compreensão e na utilização da tecnologia da informação como um forte aliado para desenvolver projetos, para trabalhar temas geradores, respeitando o "ato de educar", criando cumplicidade e comprometimento.

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