Cursos

- Pedagogia

Informações Gerais

Sobre o curso de Pedagogia

A pedagogia é o estudo teórico e prático das questões da educação, a qual é concebida como um processo de desenvolvimento integral que visa humanizar, personalizar, libertar e socializar o homem.

Hoje a educação é reconhecida como CAPITAL HUMANO, portanto, ferramenta decisiva para o crescimento econômico.

Nesse contexto valorativo educacional, desponta o pedagogo, que operacionaliza o processo educativo, como um direito de todos e um dever da família e do Estado.

Curso de Graduação em Pedagogia - Licenciatura

A contemporaneidade acena para a necessidade de um curso que possibilite a construção de conhecimentos, habilidades e valores, em interação com a realidade e articulando a teoria à prática.

Possibilidade de atuação do Pedagogo

- Docência na Educação Especial.
- Docência no Normal Médio
- Cursos de Educação Profissional
- Docência na Educação de Jovens e Adultos.
- Docência na Educação Infantil
- Docência nos anos iniciais do Ensino Fundamental
- Coordenação Pedagógica
- Gestão Escolar
- Secretaria Escolar
- Pesquisa Educacional

Estrutura Curricular

O curso de Pedagogia da FACHO está estruturado em três núcleos de ensino.

I - Núcleo de Estudos Básicos com 2.800 horas de atividades formativas.

II - Núcleo de Aprofundamento e Diversificação de Estudos com 300h de Estágio Supervisionado.

III - Núcleo de Estudos Integradores com 100 horas de atividades teórico-práticas de aprofundamento em áreas específicas.

A carga horária total do curso é de 3.560 horas com duração de oito período letivos, equivalentes a quatro anos.

Coordenação do Curso

Coordenadora: Prof. Me. Jesica Barbosa Dantas.

fale com a coordenação do curso: coordenacaopedagogia@facho.br

Vagas e turnos

O curso de pedagogia funciona pela manhã e à noite. São 120 vagas anuais, 60 para o primeiro semestre e 60 para o segundo semestre.

Planos de Disciplinas do Curso de Pedagogia - 2018 / 2020

Aqui você pode adquirir seus Planos de Disciplinas referente ao curso de Pedagogia.

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Planos de Disciplinas do Curso de Pedagogia - 2012 / 2017

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Perfil de Egresso

Conheça o perfil do aluno egresso

Hoje há uma nova cultura profissional em relação às funções de professor, pois estas não se restringem exclusivamente à docência e sim a um universo mais amplo de ações. Tais ações se traduzem na capacidade para interpretar a relação entre a educação e o contexto social, compreender a prática pedagógica como produção histórica, construir e reconstruir o saber – fazer pedagógico a partir das necessidades e desafios que o processo ensino-aprendizagem coloca enquanto prática social. O Curso de Pedagogia trata do campo teórico-investigativo da educação, do ensino, das aprendizagens e do trabalho pedagógico que se realiza na práxis social.

Desse ponto de vista, o perfil do graduado em Pedagogia, deve contemplar consistente formação teórica, envolvendo diversidade de conhecimentos e de práticas que se articulam ao longo do curso.

O delineamento do perfil do profissional / professor, licenciado no Curso de Pedagogia da FACHO, resulta da abrangência do seu campo de atuação e serve de referência básica para a definição das competências necessárias ao exercício da profissão. Por conseguinte o egresso do Curso de Pedagogia da FACHO, deverá estar apto para apresentar as seguintes características:

1. Ter uma sólida formação de conteúdos na sua área específica.

2. Compreender o processo de construção e apropriação do conhecimento numa visão contextualizada, a fim de orientar, coordenar e avaliar o processo ensino aprendizagem, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental.

3. Assumir uma relação pedagógica comunicacional e interativa com o aluno, compreendendo e lidando com as diferenças individuais no interior da diversidade cultural cotidiana.

4. Atuar com ética e compromisso com vistas à construção de uma sociedade justa, equânime, igualitária;

5. Trabalhar em espaços escolares e não escolares, na produção da aprendizagem de sujeitos em diferentes fases do desenvolvimento humano, em diversos níveis e modalidades do processo educativo.

6. Demonstrar consciência da diversidade, respeitando as diferenças de natureza ambiental-ecológica, raciais, classes sociais e religiões.

7. Participar da elaboração, desenvolvimento e avaliação de propostas pedagógicas e organizacionais da instituição escolar e também não escolares.

8. Articular as teorias pedagógicas e curriculares no processo ação – reflexão – ação, envolvendo a docência.

9. Analisar situações educativas e de ensino e realizar pesquisa, de modo a produzir conhecimentos teóricos e práticos nas áreas científica e pedagógica

10. Elaborar e executar projetos para desenvolver conteúdos curriculares.

11. Desenvolver hábitos de colaboração e trabalho em equipe favorecendo o diálogo.

12. Promover e facilitar relações de cooperação entre a instituição educativa, a família e a comunidade.

13. Articular e integrar saberes e processos investigativos nos diversos campos do conhecimento, visando à formação do cidadão, voltada para a superação de exclusão sociais, ético-raciais, econômicas, religiosas e políticas.

14. Incorporar tecnologias de informação e comunicação ao planejamento e às práticas educativas.

15. Gerir seu próprio processo de formação continuada.

PPC

Atenção

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Matriz Curricular

Confira

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Corpo Docente

Adriana Cecília Uchôa Carneiro Netto

Possui graduação em PEDAGOGIA pela FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE RECIFE(2015). Atualmente é Professora/Instrutora de Libras da ESCOLA DE REFERENCIA GINASIO PERNAMBUCANO.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2212973123397647

Ana Maria Maranhão Porto da Silveira


Possui graduação em Pedagogia pela Faculdade Frassinetti do Recife (1981), mestrado em Ciência da Educação pela Universidade Autônoma de Assunção (2005) e doutorado em Ciência da Educação pela Universidade Autônoma de Assunção (2008). Atualmente é professor , assessor , consultor e diretora da Faculdade Santa Fé, serviço prestado da Escola Superior de Magistratura de Pernambuco e professor titular da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Administração de Sistemas Educacionais, atuando principalmente nos seguintes temas: concepções educacionais, aprendizagem, educação, competëncia e educador.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3289841250326832

Ana Paula Berford Leão dos Santos Barros

Graduada em Pedagogia (1993), Fonoaudiologia (1998), especialista em Educação Infantil pela Universidade Católica de Pernambuco (2005), mestre em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (2008), na Linha de Pesquisa Educação e Linguagem e doutoranda da Universidade Federal de Pernambuco, na Linha de Pesquisa Educação e Linguagem . É membro do Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL / UFPE), onde desenvolve atividades de formação de professores e pesquisa na área de Linguagem, principalmente, nos seguintes temas: alfabetização e letramento, práticas de leitura e escrita, educação do campo e formação de professores.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0600727253859882

Áurea Maria Costa Rocha

Doutora em Educação pelo Programa de Pós-Graduação de Educação da UFPE, na linha de pesquisa de Formação de Professores e Práticas Pedagógicas, possui mestrado em Formação de Professores pelo Programa de Pós-graduação em Educação da UFPE. Atualmente é Técnica de Assuntos Educacionais na Gerência de Políticas Educacionais do Ensino Médio na Secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação do Estado de Pernambuco. Pesquisa em Docência Universitária, Saberes Docentes, Identidade e Profissionalidade Docente


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3583616825908163

Claudia Rejane Lemos

Mestrado em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000); Título de especialista em linguagem pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2004). Título de especialista em Psicologia Clínica pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (1996). Graduação em Psicologia pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (1994). Graduação em Fonoaudiologia pela Universidade Católica de Pernambuco (1988). Em docência desde 1997. Atual docente da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda e coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da Facho, NAIF. Experiência em clínica fonoaudiológica desde 1989 e em clínica psicológica desde 1995, ambas em consultório particular. Atualmente é conselheira efetiva do Conselho Regional de Fonoaudiologia 4ª Região, gestão 2016 a 2019. Interesse nos temas: linguagem, autismo, psicanálise e educação.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1356456467713305

Felipe Gustavo Soares da Silva

Professor da Faculdade de ciências humanas de Olinda (FACHO).Doutorando em Filosofia pelo programa de doutorado integrado UFPE-UFPB-UFRN. Mestre em Filosofia pela UFPE, especialista em didática (FALC) e em educação, pobreza e desigualdade social (UFPE). Licenciado (UFPE) e Bacharel (UNICAP) em Filosofia.Tem interesse pelo estudo da Filosofia antiga e pelo estudo da ética do cuidado e suas aplicações. Participa do grupo de pesquisa Dynamis: A filosofia antiga e seus desdobramentos, com o estudo da língua grega e leitura das obras platônicas. Ademais interessa-se pelo debate em torno da formação humana e da educação que destaque o papel do sujeito educado.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4773768420852292

Francisco Valério Alves Filho

Graduado em Direito e Relações Públicas. Atualmente é Professor de Ensino de Graduação e Pós Graduação. Cursos de Extensão Doutorando em Direito pela Universidad del Museo Social Argentino - Buenos Aires - Argentina. Mestre em Políticas Públicas pela UFPE. Especialista Público Disciplinas : Direito Constitucional, Ambiental, Previdenciário, Empresarial e afins Contato: Fone / WhatsApp 81.992782542 email: fvaf@hotmail.com


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5867822941885322

Glauce Keli Oliveira da Cruz Gouveia

Possui Especialização em Educação Integral pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (2010). Atua, desde 2008, no Comitê de Educação Integral de PE, na equipe de coordenação, responsável por apoiar e colaborar com Coordenação do Programa de Educação Integral (DICEI-SEB-MEC) na articulação nacional e local, com as secretarias de educação parceiras, desempenhando ações de gestão e acompanhamento, atuando especificamente no apoio técnico e pedagógico às equipes gestoras nas redes de ensino, no fomento das ações do Comitê de Políticas Públicas em Educação Integral, e na articulação com parceiros institucionais e no registro e sistematização de informações do Estado. Também atua como membro equipe Pedagógicas do Colégio Apoio e no Centro de Pesquisas e Ações Pedagógicas, ministrando aulas e cursos na área de Projetos interdisciplinares e temas de Educação para professores do Ensino Fundamental I e II, e como Professora de História e Filosofia. Ainda tem experiência como professora de Educação Integral na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0932538750784517

Letícia Rameh Barbosa

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de Pernambuco (1972), mestrado em Psicologia Social e da Personalidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2001) e doutorado em Educação Popular pela Universidade Federal da Paraíba (2007). Atualmente professora titular da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda e Faculdade de Santa Catarina. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Fundamentos e História da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: educação popular, Educação de Jovens e Adultos, alfabetização, ensino, movimento de cultura popular e educação.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6799927161912067

Luciano Borges de Souza

Doutor e mestre em Antropologia pela UFPE, especialista em docência do ensino superior, graduado em História, atua como Professor na FACHO e no Núcleo da EaD da UFRPE e como Coordenador geral dos museus de Olinda, dirigindo o Museu do Mamulengo. É autor do livro Carnaval do Recife: Um reinado de três dias, publicado pela editora Livro Rápido em 2009 e reeditado pela Bagaço em 2013. Artesão em Crochê reconhecido pelo PAB.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9060690061824728

Maria Dalvaneide de Oliveira Araújo

Doutoranda do Programa Ciências da Educação, da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra. Mestre em Educação pela UFPE ? Universidade Federal de Pernambuco (2008). Graduada em PEDAGOGIA pela FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS DE OLINDA (2003). Participa grupo de pesquisa da plataforma CNPq: Educação, Metodologias e tecnologias (EDUCAT). Desenvolve pesquisas e atividades de extensão focalizando Formação Humana e Cuidado de Si. Coordenadora do Curso de Pedagogia da FAREC.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1786061449664963

Maria de Fátima de Carvalho Falcão

Possui graduação em Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (1975) e mestrado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (1978). Atualmente é professor adjunto IV da Universidade Católica de Pernambuco, professora Titular da Focca - Faculdade de Olinda, professor assistente da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda-FACHO. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Processual Penal, Direito Penal e Direito Educacional atuando principalmente nos seguintes temas: violência, prova, aborto, anencefalia e crimes hediondos, Lei do Tóxico, Bullyng e na área de Sociologia aplicada à educação e à saúde


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7551481533379081

Maria Mirtes Magalhães Viturino

Mestra em Psicologia Clínica pela Universidade Católica de Pernambuco. Linha de Pesquisa: Família, Gênero e Interação Social. Pesquisa intitulada: "A Função do Avô na Família Monoparental Feminina". Aluna Especial do Doutorado em Educação da Universidade Federal de Pernambuco na disciplina Pesquisa em Política Educacional Planejamento e Gestão da Educação; Especialista em Turismo pela Estácio de Sá - FIR. Especialista em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO. Psicóloga Clínica pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO e Licenciatura em Letras - Português e Inglês pela Universidade Federal de Pernambuco. Docente das disciplinas: Gestão de Pessoas; Psicologia Aplicada à Administração; Coaching e Liderança no Curso de Administração. Disciplina: Psicologia da Aprendizagem no Curso de Pedagogia; Disciplinas: Teoria e Técnica de Intervenções Breves; Processos Psicológicos Básicos; História da Psicologia; Psicologia Evolutiva; Ética e Relações Humanas: Cuidando do Cuidador no Curso de Psicologia na Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO. Docente no Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional da Faculdade Esuda. Atuação como Coach Emocional e de Carreira, formada pelo Instituto Augusto Cury. Hipnoterapeuta Clínica pelo Instituto Antônio Costa de Hipnoterapia Clínica. Palestrante e Consultora na área de desenvolvimento de pessoas na Académie Accor - Universidade de Serviços, ministrando treinamento nos hotéis Gran Mercure, Mercure, Novotel e Ibis. Experiência como Docente no Senac, Sebrae e Faculdade de Ciências Humanas de Olinda - FACHO no Curso de Turismo, lecionando a disciplina Meios de Hospedagem. Trabalhou na Seleção da Equipe do Hotel Ibis Recife Aeroporto. Experiência na área de Administração como Gerente Geral na Gestão de Empreendimentos Hoteleiros, com ênfase na Gestão de Pessoas, Reservas, Recepção, Governança, Alimentos & Bebidas e Eventos. Psicóloga Clínica. Orientação Profissional de Jovens e Reorientação de Carreiras de Adultos. Experiência na gestão de Pet Shop responsável pela implantação da cultura e clima organizacional, implantação do desenho, análise e descrição de cargos; budget; cultura organizacional; identidade da marca; relacionamento com clientes; relacionamento com parceiros; plano de marketing.


Currículo Lattes: http:// http://lattes.cnpq.br/1424651619907261

Roberto José da Silva

Possui graduação em Psicologia pela Faculdade de Ciências Humanas Esuda (1985), graduação em licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (1997) e mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Pernambuco (2002). Atualmente é Professor Assistente da Universidade de Pernambuco (UPE). Professor Assistente da Faculdade de Ciências Humanas (FACHO) e Professor Assistente da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO). Tem experiência na área de Filosofia, Ética, Educação e Psicologia com ênfase em FILOSOFIA GERAL, atuando principalmente nos seguintes temas: Filosofia, Ética, Psicologia e Educação.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2782356204470622

Viviane Gomes da Silva

Doutoranda em Linguística pela Universidade Federa da Paraíba, Mestre em teoria Literária pela UFPE, especializada em Literatura Brasileira e Graduada em Letras pela UNICAP.


Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1856087403118257

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João Batista Oliveira: “A sociedade não está interessada no debate sobre educação”

Fonte: Época - 25/11/2014

Nas últimas décadas, o Brasil conseguiu avançar no que diz respeito à inclusão de crianças na escola, mas pouco se fez para melhorar a qualidade do ensino – fator que está diretamente ligado ao avanço econômico e social do país. “Lidamos com a questão da educação de forma quantitativa. Isso inibe o debate sobre qualidade”, afirma João Batista Oliveira, doutor em pesquisa em educação e presidente do Instituto Alfa e Beto, uma ONG que ajuda a melhorar a educação de redes municipais. Para o especilaista, o país ignora evidências científicas sobre as formas mais eficientes de ensino e a prática de sucesso de países com sistemas educacionais mais avançados. “Devemos abandonar a ideia de reinventar a roda e adotar a atitude humilde de aprender com quem conseguiu avançar”, afirma ele em seu livro Repensando a educação brasileira (Editora Atlas), lançado nesta terça-feira em São Paulo. Na obra, Oliveira analisa as políticas educacionais brasileiras e faz uma dura crítica à formação dos professores. Nesta entrevista, ele fala também sobre a atuação dos sindicatos e sobre a falta de interesse da sociedade na melhora da educação.

ÉPOCA - Qual é o papel da qualidade do professor numa reforma educacional?
João Oliveira - Se partimos do pressuposto de que a principal função da escola é ensinar, transmitir conhecimentos, então a qualidade do professor é imprescindível. Mesmo com as novas tecnologias, ele tem papel fundamental na sala de aula.

ÉPOCA - Esse pressuposto não é consenso no Brasil?

Oliveira - Não. Nós perdemos a noção do que é a escola. Há fortes críticas à ideia de transmitir conhecimento; críticas em torno de organizar esses conhecimentos em disciplinas (prova disso é que não temos um currículo) e há até uma forte desvalorização da ideia do conhecimento. Hoje. Valorizamos muito mais a informação e damos pouca importância ao conhecimento. Ao fazer isso, a escola perde a razão de ser, perde a autoridade provinda do domínio do conhecimento. O professor perde sua autoridade. Ao mesmo tempo, se exige da escola um punhado de outras coisas que ela não tem condições, históricas ou contemporâneas, de fazer: ensinar valores, educação sexual, de trânsito, economia financeira, gerenciar conflitos, tem o bullying… A escola não tem competência para fazer tudo isso. Tiraram da escola aquilo que historicamente ela sabia fazer.

ÉPOCA - Qual é sua opinião sobre a formação dos professores brasileiros?
Oliveira - Ela tem que ser vista no contexto da carreira: quem são as pessoas atraídas para a profissão, como elas são formadas na faculdade, como são iniciadas no trabalho e que tipo de carreira têm pela frente. Em todas essas áreas estamos mal. Recrutamos os estudantes com nível de formação muito baixo, de acordo com as notas do Enem. Os cursos de formação são desconjuntados. Para educação infantil e séries iniciais não se ensina praticamente nada. Os cursos de licenciatura são um pouco melhores, mas os estudantes são tão fracos que acabam sem uma formação robusta. Também não aprendem práticas de sala de aula, como ensinar um conteúdo de matemática ou física para adolescentes, por exemplo. Os futuros professores também não fazem estágios sérios. Dentro da escola, não há mestres para ensinar o professor iniciante, que não tem um tem modelo de sucesso para ser seguido. Isso tudo é um conjunto de fatores que precisam de uma política educacional única. Não adianta atacar um ponto e esquecer o resto. E, obviamente, é preciso dar condições de trabalho para o professor, garantir um ambiente razoável, um diretor que não dependa de vereador…

ÉPOCA - O senhor tem longa experiência na área de educação. Alguma vez o senhor viu ou testemunhou um debate que apontasse em mudanças nessa direção?
Oliveira- Não. Não há discussão sobre isso no Brasil.

ÉPOCA - Por quê?
Oliveira - O Brasil tem uma forma de lidar com a educação que é quantitativa. Desde a década de 60 que a polítca educacional tem a ver com crescimento. Colocar mais gente na escola, aumentar vagas, aumentar os anos de estudo, o tempo dentro da escola... Isso ainda não parou, mesmo com a população em declínio. Hoje, se fala em aumentar o príodo integral, tornar a pré-escola obrigatória, colocar 50% das crinças na creche. Essa mentalidade quantitativa inibe qualquer outro discurso qualitativo, porque drena todos os recursos economicos e gerenciais. E é claro que falar em vagas e período integral dá mais voto.

ÉPOCA - O que o senhor achou da discussão sobre educação na última campanha?
Oliveira - Qual discussão? Não teve nenhuma, zero. Teve plano de governo. A Marina e o Aécio chegaram a apresentar um. Do governo, teve lá uma lista de supermercado. Mas isso é porque a sociedade não está interessada em discutir a qualidade da educação.

ÉPOCA - Por que o senhor acha isso?
Oliveira - Olha, isso é uma coisa impressionante. A educação de qualidade é o maior bem econômico na era da informação. Isso já está mais do que estabelecido. Mas não temos no Brasil nenhum movimento do setor produtivo que seja sólido, consistente e insistente de cobrança por qualidade da educação. No máximo, um muxoxo numa reunião de câmara setorial. Mas mobilização de verdade, não. São eles os que mais entendem que o PIB depende disso e não estão nem aí. Depois, temos as classes mais altas e a média. O desempenho das escolas particulares no Pisa (prova internacional de avaliação de alunos) é pífio. As médias da elite brasileira são medíocres e está todo mundo satisfeito com o que tem. Absolutamente conformados. Eles até usam isso para ter seu diferencial: como o nível é muito baixo, qualquer esforço a mais entra no ITA ou na USP. Isso é muito confortável, usar essa mediocridade para ter seu diferencial. As universidades, outro setor da sociedade, são as mais omissas. Elas poderiam aprofundar o debate, mas não o fazem. A população das classes mais baixas, que é a maior vítima do descaso com a educação, muito menos fazem pressão. Ela se mostra satisfeita com a escola, consideram um serviço nota 7 ou 8, conforme mostram algumas pesquisas. nota 7, 8. É um serviço do governo relativamente bem avaliado.

ÉPOCA - E os sindicatos dos professores?
Oliveira - Ah, esses são muito competentes no seu trabalho. Eles conseguiram duas coisas. A primeira, mais perversa, foi convencer a população de que o professor é um coitadinho. Isso é péssimo para todo mundo. Uma pesquisa recente, divulgada durante a campanha presidencial, mostrou que na hora de criticar os serviços de saúde, a população culpa o médico, ele é o malvado que não atendeu direito ou deixou de atender. No caso da educação, o professor é a vítima. Nunca é culpa dele, foi o governo que não deu o dinheiro que escola precisava. Isso é péssimo, primeiro porque é mentira. O professor não é um coitado. Segundo, porque essa percepção atrapalha a valorização da carreira. Nessa mesma linha, os sindicatos conseguiram classificam os professores de trabalhador, em vez de profissionais. São os trabalhadores da educação. Essa terminologia passa a impressão de que se trata de uma classe vitimizada, esfolada de tanto trabalhar. É um grande desserviço. A segunda coisa que eles conseguiram tem a ver com postura. Como o governo não media os conflitos em prol da sociedade, eles conseguem o que chamam de conquistas: benefícios que colocam em rsico a sobrevivência financeira de municípios e estados. Essas leis de protecionismo acacabam, portanto, achatando os salários da carreira. Se um professor pode faltar 33% de seu tempo, alguém tem que pagar a conta.

ÉPOCA - No seu livro, o senhor afirma que não precisamos reinventar a roda para melhorar a qualidade da educação. O que o senhor quis dizer com isso?
Oliveira - Tudo isso não acontece só no Brasil. Nos países desenvolvidos considerados potências da educação há certos consensos básicos de como chegar lá. Entre eles que a escola tem que ensinar, que é preciso ter um curriculo básico, que a formação doprofessor é prioritária. Já se sabe que os países mais adiantados em educação adotaram essas coisas e deu certo. Elas se baseiam em evidências cinetíficas de quais são as melhores formas de ensinar e suas experiências nos dão as melhores práticas. Não tem como fugir disso. O grau de semelhança entre o básico que é feito nesses países é muito maior do que as belezuras que eles fazem isoladamente. O que todos têm em comum é a forma como o ser humano aprende. Isso é igual e há evidências e práticas de como montar um sistema educacional para fazer isso acontecer com eficiência. Mas o Brasil ignora isso.

Revistas e Artigos




A Educação de Jovens e Adultos

Queite Diniz dos Santos - Travessia 2010

O trabalho intitulado “A Educação de Jovens e Adultos – EJA: Refletindo as relações étnico-raciais através de leituras” é uma tentativa de reflexão/sistematização de experiências vivenciadas e avaliadas em sala de aula. Essa tentativa busca mostrar que refletir a respeito das relações de raça/cor, existentes na sociedade numa perspectiva problematizadora, é de primordial importância para a constituição de uma consciência crítica da desigualdade entre povos. E, acreditando ser a escola, espaço privilegiado para abordar essas reflexões, já que efetivamente, depois da família, é na escola que se dá a formação de novos cidadãos, e sendo a Educação De Jovens e Adultos (EJA) alvo superficial desse tipo de investigação, será a EJA o foco principal para o desenvolvimento desse estudo. Embasado na Lei 10639/03 que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira, apresentamos uma forma e leitura com perspectivas crítico-reflexivas.

Professor: Profissional do Ensino

Ana Maria Maranhão - Travessia 2010

Este artigo é fruto de inúmeras discussões que ocorrem no cenário educacional, ao situar suas análises sobre o professor e o desafio atual de construir a sua identidade profissional. Reflete-se sobre a formação continuada, sobre o que dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, servindo de apoio às demais discussões nos pontos de vista dos teóricos que buscam situar as políticas públicas dirigidas à educação, buscando lê-las numa ótica em que elas representam a mudança necessária que a educação se deve propor, ressaltando que a transformação esperada se traduz nos resultados da mudança proposta em toda a conjuntura formativa do professor, tanto inicial como continuada. Neste contexto reconstrói-se o perfil do professor em direção à aprendizagem, tendo como objetivo resgatar a importância desse profissional estratégico dos novos tempos, que precisa valorizar-se, ser valorizado e principalmente ser cuidado.

Cognição e Construção do Sentido pela Criança Surda

Wilma Pastor de Andrade Sousa, Rafaela Asfora Lima - Travessia 2009

O objetivo deste trabalho é refletir acerca da cognição e construção do sentido pela criança surda, especialmente, interessa-nos desmitificar o estereótipo de déficit de cognição na criança surda, tendo em vista que a sua capacidade cognitiva é semelhante à de uma criança ouvinte, desde que tenha, a partir de seu nascimento, um ambiente linguístico no qual circule uma língua que lhe seja natural e acessível para a aquisição e desenvolvimento da linguagem sem atrasos, a exemplo da língua de sinais.

Gestão Educacional por Competência

Profa. Dra. Ana Maria Maranhão - Travessia 2009

Este texto dialoga com assuntos recentes nas ciências gerenciais. Isto porque congrega um tema que apenas começa a se firmar no mundo empresarial, a Gestão por Competências, que se caracteriza como uma das ferramentas mais modernas em gestão de recursos humanos e tem sido amplamente adotada por grandes empresas no Brasil. Diante desta evidência, o presente estudo parte de uma revisão conceitual que visa classificar as diferenças entre diversas abordagens de “competência”, bem como estabelecer a relação entre conhecimento, habilidade e atitude onde os principais resultados obtidos apontam para a importância do desenvolvimento do sistema de gestão por competências extremamente alinhadas com a estratégia Institucional, apontam também a necessidade de um cuidadoso desenho do modelo, que contemple os subsistemas de gestão de RH, áreas funcionais e cargos que serão abrangidos, e possíveis resistências naturalmente encontradas em sua implantação uma vez que a integração do saber psicológico e pedagógico acerca da gestão, competência, recursos humanos e estratégia gerencial pode contribuir para a eficácia na sua concepção e implantação.

Relato de Experiência sobre o Uso da Brinquedoteca da FACHO

Leticia Rameh, Maria Rivonete Morais - Travessia 2009

A brinquedoteca é um lugar prazeroso onde os jogos, brinquedos e brincadeiras fazem a magia do ambiente. Todas elas têm como objetivo comum o desenvolvimento das atividades lúdicas e a valorização do ato de brincar, independente do tipo e do lugar onde esteja instalada, seja num bairro, escola,hospital,clínica ou universidade. Os jogos e brinquedos serão escolhidos de acordo com cada realidade e contexto, portanto cada brinquedoteca apresenta o perfil da comunidade (SANTOS,1997).

Ditado e Ortografia

Autora Maria Eliana Matos de Figueiredo Lima - Travessia 2008

Neste ensaio será feita uma abordagem evolutiva da tarefa do ditado nas escolas de ensino fundamental e das concepções psicológicas subjacentes a esse exercício escolar. Será estabelecida uma relação entre o ditado e o ensino da ortografia que geraram práticas destinadas à demanda sempre crescente de um bom uso da norma ortográfica nas quais a verbalização e a explicitação da norma se mostra uma alternativa didática mais eficaz à aprendizagem.

A Intuição Emocional e a Teoria dos Modelos na Filosofia de Max Scheller

Roberto José da Silva - Travessia 2008

A fenomenologia de Max Scheler direciona uma nova dimensão na filosofia moral. Na Intuição Emocional na Ética Material dos Valores, o filósofo apresenta-nos de forma sutil um estudo sobre a Teoria dos Modelos. O pensador retrata numa perspectiva metafísica a imbricação da intuição emocional e os modelos-tipos (Vorbildmoldelle). O modelo, no sentido próprio, implica uma idéia de valor

Jogos para a Educação Matemática no Ensino Fundamental: Concepções de Alunos/Professores do Curso de Pedagogia da FACHO

Maria de Fátima Neves Cabral, Josinalva Estacio Menezes - Travessia 2008

Neste artigo, objetivamos investigar as concepções de alunos de Pedagogia que são professores dos anos iniciais do ensino fundamental sobre a importância da utilização de jogos no ensino de matemática. Sua vivência enquanto estudante, sua bagagem de leitura sobre o tema e suas próprias concepções de educação podem influenciar na opção pelo uso do jogo na vida profissional. Enquanto diretrizes para o ensino de matemática, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN recomendam fortemente os jogos e materiais concretos como elementos que contribuem para a aprendizagem. Além disso, todos os pesquisadores que investigam o efeito do jogo na formação integral do indivíduo apontam os benefícios do seu uso na escola. Com base nessas idéias, realizamos uma pesquisa junto a alunos do curso de Pedagogia da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda – FACHO, que são professores dos anos iniciais do ensino fundamental, com os quais aplicamos um questionário visando coletar suas impressões sobre o aspecto em questão. Os resultados apontam uma visão positiva sobre o jogo, mas a necessidade dos alunos/professores aprofundarem as leituras, e os cursos de formação de professores ampliarem a discussão sobre o jogo.

Os Novos Paradigmas da Formação Continuada: da Educação Básica à Pós Graduação

Profa. Drª. Ana Maria Maranhão - Travessia 2008

A tecnologia da Informação e de modo específico o computador, oferece as diferentes maneiras de utilização determinadas pelas teorias que orientam o Processo Ensino-Aprendizagem e que são norteadoras pela prática pedagógica do Educador, onde a Informática se apresenta como um diferencial à qualidade do profissional de Educação, que utiliza a Internet como ferramenta de aprendizagem na ligação dos alunos ao mundo da tecnologia da informação e das comunicações, entendendo que a Web proporciona oportunidades para desenvolver experiências de aprendizado ativo e customizado que favorece um universo de informação digital em constante expansão, evidências empíricas que demonstram o valor do aprendizado cooperativo em explosão na compreensão e na utilização da tecnologia da informação como um forte aliado para desenvolver projetos, para trabalhar temas geradores, respeitando o "ato de educar", criando cumplicidade e comprometimento.

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